Quando ele se foi, parecia que tudo tinha acabado, meu mundo havia desabado. Não sabia o que fazer, os dias se passavam e eu não fazia ideia em qual deles eu estava, as horas passavam como se fossem segundos e tudo parecia tão quieto, calmo.
Eu encarava o por-do-sol, como eu costumava fazer todos os Domingos. Sentia o vento em meu rosto e o aperto em meu coração. Minha mão quente perdendo seu calor e dando espaço ao frio. Isso sempre acontecia quando eu parava para lembrar a falta que ele me fazia. Suspirei e aquele sentimento de desistir de tudo tomou meu corpo todo. Olhei para a rua abaixo de meus pés, ela parecia tão convidativa. Por que eu ainda estava ali, mesmo?
- Mamãe!
Sorri. Me virei e o vi em minha cama.
- Vem, mamãe! Você prometeu ver TV comigo hoje!
E eu esqueci de tudo o que eu havia pensado segundos atrás. Olhei para a rua e ela apenas parecia movimentada, as pessoas na rua andavam depressa, como se corressem contra o tempo. Olhei para ele trocando os canais da TV e meu coração se encheu de amor, senti o calor voltando para a minha mão. O céu não estava mais laranja, e o Sol deu espaço para a lua fazer seu trabalho de todas as noites: Lembrar da minha felicidade naquele sorrisinho deitado em minha cama.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Seu tênis preto All-Star
E caminhando para um lugar onde eu podia me sentir segura, eu o vejo. Perco o chão. Fugi tanto para encontra-lo aqui? Hesitei, mas não deixei de continuar. Ele se virou e me deu aquele sorriso, aquele que eu estava tão acostumada de sonhar por tanto tempo. Ele disse "eu sabia que você voltaria", olhei para o meu All-Star sujo, e ali vi nossas iniciais, continuei a encarar meus pés, e senti o toque dele em meu queixo. "Você sabe que você sempre voltará, não é? Igual como eu sempre vou estar aqui te esperando". E aquele sentimento que pensei que nunca mais sentiria, voltou quando ele encostou seus lábios aos meus. "Sempre" murmurei.
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